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Respirar: do hábito, ao ato consciente

Joana Moinho - Osteopata

Joana Moinho

Osteopata

Se alguém te oferecesse uma substância que garantisse aumento de energia, vitalidade, calma, redução de stress e controlo de transtornos emocionais – e tudo isso quase instantaneamente e “100% natural”- poderias, justificadamente, suspeitar que teria um preço exorbitante. E se fosses também informada de que esse remédio aparentemente milagroso, fosse tão gratuito quanto o ar que respiramos, a tua reação poderia ser, com certeza, cética!

 

 

Entretanto um número crescente de estudos científicos tem vindo a demonstrar que o ar que respiramos pode, sem dúvida, cumprir todas essas promessas – desde que aprendamos a respirar corretamente. Pesquisas recentes feitas por fisiologistas e psicólogos confirmam o que os yoguis da Índia ensinam há milhares de anos. Respiração adequada é uma das chaves básicas para o bem-estar físico e mental.

 

 

Respiração: a maneira correta e a maneira errada

A maioria de nós vê a respiração como natural. Sabemos que é a forma como suprimos as células do nosso corpo de oxigénio e este, é usado no processo do metabolismo para dar energia às nossas células e órgãos. E é também a maneira pela qual purificamos o nosso corpo de um produto tóxico desse mesmo processo biológico: o dióxido de carbono. Tudo isto parece tão simples que geralmente não pensamos duas vezes.

 

 

Respiração diafragmática profunda

Cientistas concordam que a chave para a respiração saudável é permitir que o diafragma se mova para baixo durante a inspiração, empurrando suavemente o abdómen para fora e criando um vácuo parcial que permite ao pulmão retirar oxigénio dos lobos inferiores dos pulmões.

Este tipo de respiração é natural nos bebés. Quem observa uma criança a respirar pode notar que é a região abdominal, não o tórax superior que sobe e desce, durante a inspiração e a expiração. Mas quando crescemos, à medida em que envelhecemos, a falta de exercícios, postura inadequada e roupas demasiado apertadas fazem com que a maioria das pessoas desenvolvam o hábito não saudável de respirar superficialmente com o tórax, usando apenas uma porção da capacidade dos seus pulmões.

 

 

Respiração adequada necessária para uma boa saúde

Uma respiração inadequada por um longo período de tempo impede uma ótima saúde do corpo e da mente. O Dr. Alan Hymes, um cirurgião cardio-vascular e membro da Universidade de Minnesota em Minneapolis, explica que quando respiramos com o tórax, não permitindo que o abdómen se expanda, o ar é dirigido principalmente para as áreas superior e média dos pulmões. Porém, a gravidade faz com que o sangue no pulmão fique colectado mais no lobo inferior; assim, o dióxido de carbono não pode ser removido de forma eficaz.
 
Se superficial, a respiração incorreta torna-se um hábito ao longo dos anos. Cada vez mais toxinas se acumulam no corpo, o que se traduz em baixa vitalidade, tendência a doenças respiratórias e outras doenças, alterações digestivas, estados depressivos e outras desajustes relacionados com o corpo e a mente. Assim, a respiração saudável depende da aquisição do hábito de respirar eficientemente com o diafragma. Como esta é a forma natural de se respirar, é geralmente simples para a maioria das pessoas; mas adquirir o hábito pode necessitar de atenção consciente.
 
Um modo de fazer isso é observares-te várias vezes durante o dia para te certificares de que a respiração é suficientemente profunda. Põe a mão no abdómen ao inspirar e expirar; se o diafragma estiver a ser ativado de forma correta, serás capaz de observar a mão mover-se levemente para cima e para baixo a cada respiração. O padrão respiratório torácico não fará com que a mão se mova.

 

A respiração e a harmonia corpo/mente

Os resultados físicos são apenas parte da história. Psicólogos, bem como médicos, prescrevem a respiração diafragmática profunda como uma verdadeira forma de terapia holística, promovendo harmonia ao nível mental e físico. De facto, alguns pesquisadores acreditam que a respiração pode ser um elo que falta na relação complexa entre o corpo e a mente – uma chave que pode dar-nos controlo sobre áreas até agora consideradas fora do controlo consciente, tais como o metabolismo, ondas cerebrais e mecanismos de stress – além de estados emocionais como a ansiedade, o nervosismo e a raiva.

 


 

 

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